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O Bonfim é o novo “bairro das artes” do Porto

Foi à procura de uma vida mais pacata – e doce, diríamos – que Jorge Santos, 30 anos, trocou Londres e a Cornualha, no Reino Unido, para abrir uma cafetaria na Rua do Heroísmo. Aberta há pouco mais de um ano, a Bolinhos do Jorge – assim mesmo porque é ele quem põe a mão na massa – tornou-se conhecida por causa do brownie, que até já teve direito a um dia a ele dedicado: saiu em forma de bolo, com manteiga de amendoim, frutos vermelhos e leite-creme. O empresário lamenta “a falta de dinamização do Bonfim”, por isso, já anda a juntar as lojas vizinhas para as comemorações do Halloween. Na mesma rua, a servir de caminho para a Estação de Campanhã, onde se encontram restaurantes tradicionais como o Cozinha do Manel ou o Xico dos Presuntos, o que mais mexe é o velhinho Centro Comercial Stop, construído na década de 1980, no boom dos shoppings, em que mais de 100 lojas foram transformadas em estúdios de ensaio para músicos. O Stop, contam-nos, até já recebe visitas guiadas de turistas, curiosos com este fenómeno. Haveremos de regressar à noite, altura em que os sons dos instrumentos e das vozes mais se fazem ouvir.
25 de Outubro de 2018 | VISÃO
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